Ras' ta Parta

quinta-feira, outubro 28, 2004

Eu conheço um gajo...

Não há tradição mais Portuguesa que a cunha. A cunha é a alavanca do progresso português. Para qualquer problema que tenhamos, existem quatro palavras que nos safam de qualquer problema.

"Apanhaste uma multa? Deixa estar, eu conheço um gajo..."
"Aldrabaste o IRS? Não te preocupes, eu conheço um gajo..."
"A tua mãe ainda não recebeu a reforma? Isso é canja, eu conheço um gajo..."

Actualmente existe um grande esforço concertado dos poderes instituídos para acabar com essa tradição milenar da cunha.

A primeira medida que tomaram foi chamar-lhe corrupção. Agora já não é um gajo, é um corrupto. Olha que esta, ãhn? Dantes um "gajo" podia pôr uma pessoa a receber o IRS mais depressa que a malta do trabalho por um cabaz de natal ou por uma garrafa de "visque". Agora já não pode porque isso seria receber dividendos por um trabalho ilícito que penaliza a sociedade no geral.

A única coisa que ficou prejudicada foi exactamente a própria sociedade em geral. Dantes a cunha era uma coisa que estava ao alcance de praticamente qualquer Português, desde que se conhecesse um "gajo". Agora, depois deste movimento de elitização da cunha, é apenas um mecanismo ao alcance das classes mais privilegiadas.

Vejamos o caso do GNR que foi preso por nove anos e meio por ter recebido uns "míseros" sete carregamentos de areia. Míseros? Esse gajo merece é cadeia mesmo, a cobrar sete camiões de areia para safar uma multa? Não basta conhecer um gajo, também tem de se conhecer outro gajo a quem comprar areia.

Cunha = 1 Gajo, Corrupção = 2 Gajos.

Resultado, essa medida de controle da cunha desencadeou num descontrole da corrupção. Estamos melhor agora? Acho que não!

quinta-feira, outubro 21, 2004

A motivação expansionista

Enquanto observo o mar, por vezes lembro-me de qual seria a motivação dos Portugueses que partiram para os descobrimentos. Que levaria um bando de marmanjos analfabetos sem futuro e com uma saúde oral duvidosa, enfiarem-se num barco, por meses a fio, à procura de uma coisa que nem sabiam o que era?

Nesse mundo pré-tunning o que de mais macho havia era meterem-se vinte gajos num barco, durante semanas a fio? O que poderia levar os antepassados do Tuga moderno a ir para paragens desconhecidas, arriscando a própria vida?

Uma vez que na altura os campeonatos de futebol ainda eram uma actividade meio mortiça, apenas uma coisa poderia levar os Portugueses a uma aventura desse calibre: gajedo!

A gaja continua a ser uma força poderosa em todo o mundo. Em Portugal a incessante busca de gajas continua a ser uma fonte de inspiração fortíssima e não há Português que não faça qualquer coisa por um bom par de mamas e/ou cu. Quantos não se sentiram motivados a ir aos jogos do campeonato Europeu apenas depois de porem a pestana no calibre de gajas de toda a Europa que estavam naqueles estádios.

Vejam o caso dos espanhóis que queriam apenas ir ao encontro de ouro e de expansão religiosa. Quando o mundo foi dividido em dois pelo tratado de Tordesilhas, os espanhóis ficaram todos contentes porque ficaram com o ouro das nações Aztecas, nós ficámos com as brasileiras. Quem é que ficou a ganhar? Eles ficaram com metade do ouro, nós com metade das gajas.

E assim começa...

Ele há palavras muito parvas. Hoje estive debruçado sobre a palavra "interpelar". É um verbo. É também uma palavra que parece composta de outras duas palavras: Inter e Pelar.

Inter lembra, além do clube, uma coisa que está entre outras. E pelar, bom, é pelar, não é? Não há muito mais a dizer. Entre e tirar a pele ou o pêlo.

Pelar. Lá está outra palavra idiota em que o sentido é exactamente o oposto do que seria de esperar. Se semear está para semente, pelar devia estar para pôr pêlo, ou não? É precisamente o contrário!

Quem teria sido o idiota que se lembrou que "interpelar" seria equivalente a "interrogar"? Quem é que decide estas coisas? Um intelectual, de cardigan e pêra com um cachimbo, apagado há várias décadas, na boca: "Sim, interpelar, interrogar. Além de rimar, faz perfeito sentido!".

Eu acho que a nossa língua, além do maior impedimento para canções leves e com uma métrica fácil e jovial, é o maior impedimento para o avanço do país no mundo.

Mulheres e a incapacidade do corporativismo

Os homens têm uma capacidade inata de mentir para proteger qualquer outro homem. Não é um talento, é um instinto.

Um homem dará a razão a outro homem qualquer sem que saiba sequer a pergunta. Independente da raça, credo ou idade do interpelado, um homem defenderá sempre outro relativamente a uma mulher.

As mulheres por outro lado não se poupam meios para prejudicarem outras mulheres, mesmo que não lhes perguntem nada. Vão ao ponto de se voluntariarem para destruir a vida de outras mulheres.

Agora imaginem um mundo em que as profissões como médico ou juíz dominadas por mulheres. Seria o caos, o fim do mundo! Por isso é que determinadas profissões são melhor desempenhadas por homens. Não se trata de uma questão de competência, é mesmo um movimento altruísta de salvação da classe. Estamos muito mais seguros com classes dominadas por homens que não denunciam outros nem pela maior icompetência da história. Imaginem agora juízes a afirmar que outro juíz é incompetente, onde é que isto já se viu?