Dentistas....
Fui ao dentista e ao higienista ontem. O que são boas notícias para todos os que têm de falar comigo.
Não consigo deixar de sentir pena pelos higienistas. Os higienistas são o parente pobre da medicina dentária. Isso reflecte-se até no material. São como os irmãos mais novos dos dentistas, estão sempre a herdar as coisas. Resultado? Sai-se de um consultório do século do "Buck Rodgers no Século XXV" para um que é uns meses mais velho que a queda da Bastilha.
E os higienistas são uns carniceiros. Até parece que as técnicas são da mesma altura. Imagino sempre um velhote, com mais ou menos trezentos anos, fechado numa torre e que ainda ensina como tirar o dente com um escopro, martelo e alicate ferrugento.
Nada disto se passa no dentista. Eu não sou como a generalidade das pessoas, eu gosto de ir ao dentista. A profissão de dentista fascina-me. Dentista é a única profissão no mundo em que se pode acomodar totalmente o cliente à pessoa que está a fazer o trabalho.
Não interessa que eu tenha o pescoço em tensão, quase a partir; esqueçam que estou deitado tão para trás, que tenho de me agarrar à cadeira; ignorem que por vezes penso que a minha boca não voltará a fechar. O que é importante é que o médico esteja confortável.
É verdade que aquela cadeira é mesmo fantástica. Quem não adora a cadeira dos dentistas? Sempre sonhei com isso: com os dedos controlar todas as operações de movimento e de atitude. Ah como gostaria de ter uma coisa dessas em casa!
Não para a cadeira, mas para a minha mulher.
Até a forma como nos recebe, já de máscara posta. Dá a ideia que são os "homem-elefante" da medicina, ninguém lhes pode ver a cara, porque senão morre de choque.
Eu não acredito que a cara deles seja assim tão aterradora. Depois de ver a conta, até podia ter sido o Quasimodo a esburacar-me os dentes, nem teria reparado.
Uma coisa que me assusta verdadeiramente no dentista é o Raio X. Quando temos de tirar um raio X a um mísero dente e vem aquele braço mecânico, com uma coisa que tem ar de pistola de raios ao melhor estilo "Guerra das Estrelas". Quando está tudo prontinho, o dentista e a assistente saem a correr porta fora, com o que parece ser um detonador na mão. Acho sempre que aquilo vai explodir e arrancar-me metade da cara.
Se é "completamente seguro", porque é que saem a correr?
As assistentes são a única coisa que não gosto no dentista. A primeira coisa que não gosto nelas é que estão vestidas de branco. Quer dizer, eu não preciso de ver que hoje trazem as cuecas verdes oliva com o padrão camuflado e que ontem traziam as trusses das florinhas cor-de-rosa.
A segunda coisa, é que estão sempre com o comentário inusitado: "Agora vai fazer o que o Sr. Dr. mandou, não vai?"
"Vou, mas só se me facilitares um chupa."
Não consigo deixar de sentir pena pelos higienistas. Os higienistas são o parente pobre da medicina dentária. Isso reflecte-se até no material. São como os irmãos mais novos dos dentistas, estão sempre a herdar as coisas. Resultado? Sai-se de um consultório do século do "Buck Rodgers no Século XXV" para um que é uns meses mais velho que a queda da Bastilha.
E os higienistas são uns carniceiros. Até parece que as técnicas são da mesma altura. Imagino sempre um velhote, com mais ou menos trezentos anos, fechado numa torre e que ainda ensina como tirar o dente com um escopro, martelo e alicate ferrugento.
Nada disto se passa no dentista. Eu não sou como a generalidade das pessoas, eu gosto de ir ao dentista. A profissão de dentista fascina-me. Dentista é a única profissão no mundo em que se pode acomodar totalmente o cliente à pessoa que está a fazer o trabalho.
Não interessa que eu tenha o pescoço em tensão, quase a partir; esqueçam que estou deitado tão para trás, que tenho de me agarrar à cadeira; ignorem que por vezes penso que a minha boca não voltará a fechar. O que é importante é que o médico esteja confortável.
É verdade que aquela cadeira é mesmo fantástica. Quem não adora a cadeira dos dentistas? Sempre sonhei com isso: com os dedos controlar todas as operações de movimento e de atitude. Ah como gostaria de ter uma coisa dessas em casa!
Não para a cadeira, mas para a minha mulher.
Até a forma como nos recebe, já de máscara posta. Dá a ideia que são os "homem-elefante" da medicina, ninguém lhes pode ver a cara, porque senão morre de choque.
Eu não acredito que a cara deles seja assim tão aterradora. Depois de ver a conta, até podia ter sido o Quasimodo a esburacar-me os dentes, nem teria reparado.
Uma coisa que me assusta verdadeiramente no dentista é o Raio X. Quando temos de tirar um raio X a um mísero dente e vem aquele braço mecânico, com uma coisa que tem ar de pistola de raios ao melhor estilo "Guerra das Estrelas". Quando está tudo prontinho, o dentista e a assistente saem a correr porta fora, com o que parece ser um detonador na mão. Acho sempre que aquilo vai explodir e arrancar-me metade da cara.
Se é "completamente seguro", porque é que saem a correr?
As assistentes são a única coisa que não gosto no dentista. A primeira coisa que não gosto nelas é que estão vestidas de branco. Quer dizer, eu não preciso de ver que hoje trazem as cuecas verdes oliva com o padrão camuflado e que ontem traziam as trusses das florinhas cor-de-rosa.
A segunda coisa, é que estão sempre com o comentário inusitado: "Agora vai fazer o que o Sr. Dr. mandou, não vai?"
"Vou, mas só se me facilitares um chupa."

1 Comments:
Quando li a ultima frase quase pensei que estavas a pedir outra coisa.
Por
Luis, em 3:26 p.m.
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