Ras' ta Parta

terça-feira, março 29, 2005

Evolução da espécie

Lembro-me de passar várias tardes da minha infância a ver programas sobre a natureza. Em alguns deles exaltava-se a perfeição do corpo humano, a mais bela das criações.

Em criança acreditava nesta visão, ficando maravilhado com o modo de funcionamento de todos os orgãos, vasos e glândulas. Contudo, a idade trouxe-me outra perspectiva sobre o assunto, menos entusiasta e mais crítica.

A realidade é que o corpo humano tem evoluído de forma muito lenta, mantendo as mesmas características de há 5000 anos. Isto parece-me um pouco despropositado dadas as alterações ao estilo de vida que temos vindo a sofrer. No meu círculo de amigos não há ninguém que viva em tendas e percorra a tundra à caça de iaques.

Ter pêlos espalhados pelo corpo podia ser uma vantagem no tempo dos caçadores-recolectores. Na actualidade é apenas um incómodo.

terça-feira, março 22, 2005

A Zona Sul

O que é a "Zona Sul"? Como é que se sabe onde é que fica a "Zona Sul"? E mais importante, porque é que não há uma "Zona Norte"?

A "Zona Sul" é definida como uma mancha disforme de território que começa na margem sul do rio Tejo e onde acaba depende. Para definir o "comunista da zona sul" acaba no Algarve. No entanto, para definir os marginais, normalmente acaba em Setúbal. De certa forma é positivo porque aparentemente os comunistas fazem um melhor trabalho a conter os marginais do que os equivalentes da Zona Norte que os deixam ir até Bragança.

Na Zona Sul só há dois tipo de pessoas: marginais e comunistas, que é aparentemente diferente. Só aparentemente, porque a realidade é que os comunistas Portugueses são essencialmente ex-marginais, reformados desde o 25 de Abril e os outros continuam a ser. Agora o único crime que os comunistas praticam é o assassinato a "tinta fria" da dialética política moderna em pasquins de quinta categoria com distribuição regional. Mas não estou só a falar do Jornal do Avante, falo de outras publicações também.

Agora, se uma pessoa não é marginal e se não gosta de vermelho, está a morar na zona errada? Se uma pessoa for socialista, pronto... ainda passa, porque ninguém sabe muito bem o que é um socialista. Mas e se for social-democrata ou do centro-cristão a única solução é fingir que é comunista? Como é que vai fazer isso, compra um Ferrari? Bem, são vermelhos, ou não?

Há uma grande resistência das pessoas da Zone Norte em passar para a Zona Sul. Essa resistência é inversamente proporcional à distância do mês de Agosto. E porque é que essa resistência passa assim que é Agosto? É porque é uma zona tão má, tão má, que ninguém vai lá a pagar. Ninguém pagaria para entrar na Cova da Moura não é? A Zona Sul é o mesmo, mas maior e com praias.

É um facto muito conhecido, que todos os marginais da zona de Lisboa são oriundos da zona sul. Aliás, o Bairro do Relógio, a Couva da Moura e a Pedreira dos Húngaros são equivalentes à Quinta da Marinha da Zona Sul. Os marginais da Zona Sul, quando conseguem pôr de lado um dinheirinho, dos assaltos ou da droga, mudam-se para a Lisboa tentando assim dar uma vida melhor aos filhos.

Sim, porque morar na Cova da Moura é muito melhor que morar na Zona Sul. Para começar, há mais actividades de tempos livres. Como tiro ao alvo, por exemplo. Quando se portam especialmente bem, podem até chegar a ser convidados para uma intervenção civil contra a força opressora da liberdade, a Polícia.

terça-feira, março 15, 2005

O dinheiro suficiente

Toda a gente gosta de sonhar em ter muito dinheiro. Muito, muito dinheiro.

Eu não! Eu digo sempre que gostaria apenas de ter dinheiro suficiente. Não era preciso ser muito, apenas suficiente. Suficiente para ter um Lear Jet e viajar em conforto até à minha ilha privada no pacífico.

Não, a sério! Eu contento-me com qualquer coisa. O dinheiro não traz a felicidade. Ter dinheiro trás apenas a punição de ter obrigatoriamente formas mais elaboradas de matar o tempo.

Se fosse rico nunca poderia ser apanhado numa actividade tão mundana como ler um livro. Além da questão do status, ainda haveria os jogos de golf, de polo, as corridas de cavalos, as festas, as compras, a mulher, as amantes, um nunca acabar de actividades pouco saudáveis e que só levam a uma vida de corrupção moral e de escravidão monetária.

Com tantas actividades, quem é que tem tempo para ser feliz?

A natureza a funcionar

Os buracos do nariz têm exactamente o mesmo diâmetro que os dedos. Isto é verdade para qualquer pessoa. Porque é a natureza nos daria um instrumento destes e depois nos deixaria completamente entupidos com ranho seco?

Alguém acredita mesmo que o nariz tem estas precisas dimensões por acidente? Pensem só nisto, conhecem alguém que tenha os dedos tão grossos que não caibam no próprio nariz?

Se pensarem bem é totalmente verdade. A satisfação incrível de enfiar o instrumento perfeito, dado pela natureza, pelo nariz adentro. O remexer entusiástico da caça ao monco. O sangrar característico das lutas mais acesas. O ardor pós-caça. O orgulho da exibição do troféu.

Há quem acredite que isto é um desporto tipicamente masculino, mas não é verdade. Em público e com todo o despudor, talvez. Mas em privado... as mulheres secretamente sonham em ter dez narinas. Dez narinas para dez dedos ávidos do nectar, encrustado como uma ostra. A delícia do escarafunchar em privado e com toda a paixão.

Mas... há outra razão para ter unhas daquele tamanho?

segunda-feira, março 14, 2005

Pronta é pronta!

Nunca me deixa de surpreender o tempo que as mulheres demoram a arranjar-se.

Uma coisa em particular tem-me iludido: o conceito de "pronta".

Quando pergunto à minha mulher se está pronta, obtenho invariavelmente a mesma resposta:
"Sim, só me falta os sapatos e o cabelo".

Se parasse de mos esconder eu podia calçar-me sozinho. Ainda bem que a festa era na nossa casa, de outra forma não sei como seria. Ela podia ao menos pousar a revista de vez em quando e desocupar a casa de banho.

"Só falta" é outro conceito que me escapa, as mulheres demoram imenso tempo a calçar-se e a arranjar o cabelo. São as duas actividades que ocupam mais tempo a qualquer mulher. E já estou a incluir "tomar decisões sobre roupa".

Eu compreendo que para os homens é tudo mais simples. Sapatos, só temos duas escolhas possíveis: preto ou castanho. O conforto não é uma variável porque todos os sapatos de homem comprados por homens são confortáveis. É uma lei da física.

Já as mulheres visualizam os sapatos em três dimensões: comprimento, altura e se são ou não lindos. Já o conforto não tem nada a ver, porque nenhuma mulher sacrifica a beleza do sapato por uma coisa tão insignificante como o conforto:

M:"Gostas dos meus sapatos novos?" (Uh oh)
H:"Gosto bastante... mas... isso é arame farpado que têm, em vez de presilhas?"
M:"É! Não achas que os riscos de sangue ficam a matar com o meu vestido novo?"

Nada na escolha dos sapatos é trivial. Os sapatos têm de combinar com a mala, mas não chocar com o padrão ou esquema de cores do vestido. Um sapato pode ser eliminado da escolha porque não têm um cinto que seja da mesma cor dos sapatos e simultaneamente da mala. Uma mulher pode ir nua a um casamento, não pode é ir descalça.

Depois da aplicação de todos estes critérios, restam apenas as hipóteses óbvias que se reduzem a 27 pares de sapatos, 12 dos quais são pretos.

Meia-hora depois, materializam-se uns sapatos que não eram os sapatos que ela queria levar. Os que foram comprados especialmente para o evento não servem, porque não havia cinto que combinasse. Tudo isto fruto de uma cabala internacional envolvendo a "Mango" e a "Zara" para lhe retirar a possibilidade de usar os sapatos perfeitos ao preço perfeito.

Os homens também têm imensas vantagens nos cabelos. Usamos o mesmo cabelo desde os dez anos de idade. Para nós, "penteado" é como o cabelo fica depois de seco... ao ar.

Para as mulheres, o cabelo é a última barreira à saída. O cabelo nunca colabora. Há sempre qualquer coisa de errado com o cabelo. Não friza, não encaracola, não estica, a franja não está bem, as raízes estão a aparecer, está quebradiço, as pontas estão espigadas, está desidratado, precisa do "corte", o secador não tem temperatura suficiente...

Claro que deixar que profissionais tratem do cabelo é a outra opção. É perfeitamente aceitável chegarmos ao almoço de família um pouco tarde. Tipo: quatro da tarde.

Se ao menos pudéssemos deixar o cabelo, como na lavandaria:
"Venho buscá-lo às 11 amanhã, pode ser?"
"Ai filha, tenha paciência que estamos cheios de trabalho. Só lá mais para o fim da tarde"

Ir ao cabeleireiro está completamente fora de questão. O tempo que demora a uma mulher ir ao cabeleireiro, é o tempo médio de viagem para o Algarve. Ida e volta.

Mesmo que o cabeleireiro faça o favor de abrir um pouco mais cedo, às cinco da manhã, só lhes sobra uma hora para se calçarem, não é o suficiente.

Mas o que me põe completamente doido é a "lista".

Se perguntamos se está afinal, pronta ou não, tem sempre um item de uma lista de actividades que têm de ser cumpridas antes de sairmos (homens) de casa: tirar o lixo, limpar o sujo dos animais, trocar todas as lâmpadas do corredor.

"Afinal, como é, estás pronta ou quê?"

"Já foste buscar o lixo? Pois! É só sair, não é?"

No outro dia disse-me, antes de irmos para um baptizado, que eu tinha de preencher o IRS.

O tamanho do atributo

Muito se tem discutido sobre o tamanho dos "atributos" masculinos na capacidade de dar prazer às mulheres.

Recentes estudos científicos determinaram de uma forma conclusiva que o tamanho não tem nada a ver e que mulheres diferentes gostam de tamanhos diferentes. Umas gostam deles grandes, outras gostam deles enormes.

sexta-feira, março 11, 2005

Vocações

A filha mais velha de um dos meus amigos de infância quer ser hospedeira. Tem oito anos e afirma o seu desejo com convicção, como muitas das minhas ex-colegas do ensino secundário. A diferença é que eu fiz o secundário nos anos 80 do século 20, e a Maria está a fazer o ensino básico no início do século 21.

Se há vinte anos era uma aspiração compreensível, o querer ser hospedeira parece-me agora algo despropositado. Pelo menos para ser levado a sério como sonho de carreira profissional.

Grande parte do tempo da labuta diária de uma hospedeira é passado a servir refeições e bebidas a turistas mal-encarados e/ou completamente alarves, num ambiente seco e ruidoso. Na prática é o mesmo que trabalhar como empregada de mesa em qualquer esplanada de Albufeira, com a desvantagem de ter que suportar a turbulência e não receber gorjetas.

Os homens rapidamente perceberam esta questão e mudaram o nome da actividade, de forma a não se sentirem diminuídos ao preencher a declaração de IRS. Foi uma jogada de mestre. Comissário de Bordo é uma designação infinitamente mais digna, que confere logo outro estatuto aos olhos da sociedade. Até parece outra profissão.

Quanto à Maria, estou confiante que ainda vai mudar de ideias e optar por uma vida mais glamourosa. Qualquer coisa tipo delegada de propaganda médica, ou mesmo esteticista.

quinta-feira, março 10, 2005

Combate à corrupção

Hoje o líder do grupo parlamentar do PSD, o Dr. Marques Mendes, disse que contava com o governo do PS para combater o clientelismo político e a corrupção. Mas o PSD já tinha alcançado esse objectivo ao perder as eleições.

quarta-feira, março 09, 2005

Festa, festa!?

Pensei que os O-Zone estavam definitivamente enterrados. Fechados no baú das piores e mais enervantes músicas que nos foram dadas a ouvir o verão passado. Um baú que devia ter sido fechado a cadeado e afundado no Pacífico sul.

Com a tranquilidade própria dos ingénuos, dirigia-me a casa após um dia de trabalho. De repente, numa estação de rádio insuspeita, começa a passar um anúncio de uma loja de móveis. E qual era a música que servia de mote ao anúncio? Sim, o "Dragostea Din Tei", tb conhecido por "Noma Noma Hey."

Que raio de ideia passou pela cabeça do publicitário? Com que objectivo se ressuscita uma música hedionda, substituindo a incompreensível letra original por um enigmático e absurdo "Festa, festa é na Moviflor"?

Será que o número 28 do Largo da Graça vai passar a abrir à noite para festas Trance? Vai andar tudo a pastilhar por entre cómodas e chaise-longues? Parece-me uma aposta arriscada. Tanto pelo conceito como pela dificuldade em estacionar na zona.

A feira popular

A Feira Popular acabou. Não consigo deixar sentir um misto de alegria/euforia com esse facto.

Quer dizer, quando um gajo é puto, ainda faz sentido existir uma feira popular. Mas agora, quem é que ainda ia à feira?

As sardinhas!

As sardinhas ainda continuam a ir à feira. Que é uma coisa que desafia directamente a lei da evolução do Darwin. Depois de anos e anos a irem à feira e ficarem assadas e devoradas, já deviam ter aprendido qualquer coisa, não é? "Se calhar é melhor não irmos, olha que o Jorge foi lá ontem para andar no dragão e nunca mais foi visto... eu por mim não arrisco."

Isto demonstra claramente que a sardinha é o peixe mais burro que existe. Outros peixes igualmente burros são o carapau e a cavala, que também são conhecidos por continuarem a ir à feira e a serem comidos, embora em menor número.

Deve haver uma relação inversa entre a inteligência do peixe e o seu sabor. O tamboril por exemplo, é um peixe muito apreciado. Vê-se claramente que é um peixe burro. Porque quem é que aprecia peixes que têm a mania que sabem tudo? Ninguém! Ninguém quer estar a jantar com peixes sempre a declamar poesia ou vestidos de cardigan e cachimbo a discutir Kant.

Eu não gosto de tamboril, porque sinceramente o aspecto viscoso e aquele ar de quem foi mergulhado em detergente antes de ser cozinhado não me puxa assim muito. (É verdade, reparem bem na cor do tamboril e vejam se não tem as manchinhas arco-íris)

terça-feira, março 08, 2005

Assim vai a vida no Iraque

Aparentemente apareceram umas cassetes de vídeo com mais "provas" de maus tratos a prisioneiros Iraquianos.

Ao que parece, um grupo de soldados Americanos - que estavam metidos nas suas vidinhas, tentando não serem mortos - disparou contra um carro armadilhado que estava a tentar escapar à captura. O condutor foi alvejado mortalmente, de todos os ângulos e repetidas vezes.

Um dos soldados, ao aproximar-se do carro, pega na mão do condutor morto e "acena" a mão do morto para a câmara.

Tendo mais uma vez rebentado o escândalo, urge questionar se receber uma rajada de tiros nas costas é melhor do que acenarem com a mão depois de estar morto? É que o condutor Iraquiano de certeza que tinha alguma coisa a dizer sobre isso: "Manita morta, manita morta, vai bater à tua porta..." mas em Árabe.

Conclusões a tirar:
- Espetar 47 tiros no condutor Iraquiano = bom
- Abanar a mão do Iraquiano depois de morto = mau

Hmmm... faz sentido!

Duas coisas vêm-me à cabeça imediatamente:
- A barbárie do cenário em que soldados inocentes arriscam as suas vidas pela manutenção do trânsito (a GNR que ponha os olhos nesta dedicação)
- Haverá sítio para onde os Americanos não levem a câmara de vídeo?

Especial "Isto só vídeo - Ir(r)aque diversão!" - Hoje à noite!

segunda-feira, março 07, 2005

Um lagarto pintado

No outro dia a minha mulher pediu-me para ir à cozinha matar uma lagartixa. Isso despertou um conflito de interesses porque eu adoro répteis. A minha mulher incompreensivelmente, odeia-os. Perante a minha incapacidade, ou falta de vontade, para exterminar a pobre lagartixa, entra um dos meus gatos na cozinha e persegue e mata a lagartixa. Tudo em 3,7 segundos. Um bom tempo, dado que a lagartixa praticamente não se conseguia ver a olho nú.

A minha mulher argumentou logo que se não fosse o gato ter morto a lagartixa, nunca mais entrava na cozinha. Eu disse: "A sério? E qual é a tua desculpa agora?"

Os médicos acham que eu vou voltar a andar.

Por falar em lagartos, conhecem a canção infantil do lagarto na saia da Carolina? "Tem um lagarto pintado!" Mas está pintado com o quê? Rimel? Os lagartos têm pestanas? E batôn? Usam? "come herrree babyssss, I wanna kisssss you... "

Vai já limpar o quarto

Não acho nada natural a obsessão que as mães têm pela limpeza do quarto. Desde que me lembro que a minha mãe estava sempre a dizer para arrumar o quarto. Que obsessão é essa com as limpezas dos quartos?

É que há uma contradição natural em toda esta preocupação com a higiene, primeiro querem fazer-nos crer que limpar o quarto é uma coisa boa que toda a gente devia fazer três vezes ao dia. Mas quando estão aborrecidas e nos querem castigar, a primeira coisa que dizem é: "Vai arrumar o quarto".

Eu acho que é tipo um cartão "livre da cadeia" para falta de capacidade argumentativa. "O pai não faz, porque é que eu tenho de fazer?" Em vez de assumir a derrota perante uma tão esmagadora exposição dialética, o que faz a mãe? "Porque eu mando, agora vai arrumar o quarto!".

Ou então não tem nada a ver com higiene e limpeza e isso é apenas uma coisa que as mães fazem para despistar. Pode ser que haja um campeonato marginal de limpeza de casas. Quando saímos de casa, reúnem-se dezenas de mulheres em vãos de escada por esse país fora a fazerem apostas chorudas sobre quem tem a casa mais limpa. Não me venham dizer que é por uma questão de higiene que se tem de aspirar uma casa três vezes ao dia.

Pode ser que seja apenas um sentimento recalcado. As mães a imporem às filhas a passagem forçada deste testemunho higiénico. Deve ser uma coisa que já vem desde os primórdios da humanidade, mães pré-históricas a dizerem à prole simiesca :"grruuumm m gruruuuummm"*

* - "Porque eu mando, agora vai arrumar a caverna."

sexta-feira, março 04, 2005

A doença da toxicodependência....

A toxicodependência é muitas vezes referida como sendo uma doença. Sendo que é uma doença, qual é a melhor forma de não a apanhar?

A melhor forma de evitar apanhar doenças é saber como se transmitem. Estudos científicos revelaram - e pouca gente sabe disto - que se pode apanhar a toxicodependência de duas formas:

- Espetando uma seringa com heroína
- Snifando coca

Evitar estas duas práticas é uma boa forma de evitar o contágio.

É que depois de um gajo estar agarrado o que é que faz? Inscreve-se num grupo de ajuda? Está a tentar sair da droga e a primeira coisa que faz é rodear-se de drogados?

Um gajo está em casa a tentar não tomar droga, telefona a um desses amigos:
"Eh pá, eu estou desesperado pá, eu vou tomar esta droga toda..."
"Disseste que tens droga aí contigo e não a queres tomar? Não faças nada até nós chegarmos, ok?"

Os agarrados são a espécie mais esquisita que há à face da terra. Mas quem é que lhes disse que a droga e a limpeza era mutuamente exclusivas? E o cheiro? Bem...

Um gajo daqueles vem pedir esmola, um cheiro do caraças... "preciso do dinheiro para o caldo."
Para o caldo? Ainda se fosse para sabão...

Animais na finanças (literalmente)

O que eu gostava era que o estado empregasse animais em vez de pessoas. Não há comparação para a dedicação que um animal oferece ao trabalho. Nada é mais dedicado ao trabalho e às pessoas, por exemplo, do que um cão.

Se estivesse um cão a atender as pessoas nas finanças em vez de pessoas, como seria? Um empregado das finanças que reage aos pedidos dos contribuíntes com o entusiasmo de um cão a quem atiram uma bola. "Que pinta, que pinta, que pinta, que pinta, que pinta!!! Uma declaração modelo 3. Ena! Ena! Ena! Ena! Ena! Ena! Ena!" e corria pela repartição toda espalhando baba por todo o lado. Ah! Paraíso...

Os cães são uns animais fantásticos. Uns animais que acham que é o dever deles dar a vida pelos donos, mas a quem não se pode confiar a guarda de comida. Nunca deixem um cão a guardar a vossa comida.

Mas por outro lado, é impossível não gostar de um cão. São os únicos seres que nos dão toda a atenção que têm. Não há nada que façamos que não achem graça. Qualquer estupidez, cheiro ou ruído serve para se embevecerem com os "seus" humanos. Quando não têm atenção suficiente, pedem um empréstimo "cão jovem ossificado".

O melhor dos cães é que vivem no momento presente. Não conhecem o conceito de futuro. Eles vivem no presente e por isso é que são tão felizes. "Cão, daqui a meia hora vamos ao Vet para te cortarem as bolas" e o cão, nada! "Eu estou nu, sinto-me fantástico! Atira-me a bola!"

quinta-feira, março 03, 2005

A mulher, essa coisa fantástica...

As mulheres são realmente uma grande invenção. O mundo dos homens perderia automaticamente a piada se as mulheres não existissem.

Não teríamos nada para lavar a retina, não teríamos nada sobre o que grunhir em tom de aprovação. Essencialmente, toda a nossa vida perderia 30% do seu sentido.

"30%??!?" Perguntam vocês da persuação feminina da espécie humana.

Sim, porque se as mulheres não existissem, além de ficarmos nós, ainda ficariam: desporto; televisão; jogos de computador; carros; bricolage.

Foi uma faceta das mulheres que eu nunca compreendi. Porque é que as mulheres são incapazes de se divertirem sozinhas?

Por exemplo, quantas jogadoras de xadrez se conhecem que sejam mulheres? Zero! Uma mulher ficar quatro horas a olhar para umas peças de marfim? Isso é claramente coisa de homens. Uma mulher não conseguiria ficar calada tanto tempo.

Existem dois tipos de mulheres, as que falam muito e as que não se calam. Aliás, muitas mulheres afirmam que conversar é uma forma perfeita de aproveitar a maçada da respiração. Se não fosse preciso respirar, nem precisavam de parar.

Calças ou peúgas?

Sou pouco dado a generalizações, sobretudo no que diz respeito a questões de comportamento normalmente associadas a homens e mulheres.

Apesar disso, sou por vezes confrontado com factos que me obrigam a enverdar pelo fácil caminho do "Deixam sempre a tampa da sanita para cima." ou "Demoram uma eternidade para se arranjarem.".

A última destas situações ocorreu quando tomei consciência de que homens e mulheres vestem peúgas e calças por ordem inversa.

Na realidade, posso afirmar que esta generalização é um facto científico. Conduzi um estudo detalhado, com entrevistas, questionários e tratamento estatístico de dados. Todos os inquiridos do sexo masculino vestem primeiro as calças e depois as peúgas, ao passo que os do sexo feminino fazem exactamente o oposto. Esta pesquisa foi conduzida num universo, abrangente, de dois indivíduos de cada sexo.

Após várias conversas com o intuito de compreender o porquê das duas abordagens, fiquei convencido que a das mulheres é a mais prática. Vestir primeiro as peúgas torna todo o processo mais fluido, evitando um desnecessário arregaçar das calças.

Mas e se há uma emergência? É melhor sair para a rua de cuecas e meias, ou com os pés desnudos a aparecerem ao fundo das calças?

Se calhar a resposta não é universal, pois se não há visão mais deprimente que um homem de cuecas e peúgas, já o mesmo não se pode dizer em relação a uma mulher. A não ser que tenha as pernas felpudas.