Ras' ta Parta

terça-feira, maio 31, 2005

Grávidas

Porque é que as pessoas estão sempre a perguntar às grávidas "quanto tempo te falta"?

Só há mais uma classe de pessoas a quem perguntamos isso: os presos!

"Quando é que sais, quanto tempo te falta?"
"Estás grávida, quanto tempo te falta?"

Será que há uma correlação?

Têm ambos uma bola de peso da qual não se conseguem libertar!

Ser grávida tem ainda mais desvantagens do que ser preso. Os presos não precisam de uma buzina para fazer manobras como as grávidas. A partir de certa altura, têm de começar a dizer:
"Cuidado que vou fazer marcha-atrás... pi pi pi pi pi".

domingo, maio 22, 2005

Calças descaídas

As calças de mulher estão a ficar demasiado descaídas.

Não tarda, as mulheres terão de começar a fazer a depilação de cima para baixo. Os número já não se medem na cintura, medem-se nos joelhos.

segunda-feira, maio 16, 2005

Os surdos

Uma coisa que me continua a escapar é como os surdos aumentam o som da televisão?

Será que a mulherzinha dos telejornais, a que está a gesticular, vai ficando maior na imagem? E quando querem tirar o som, o que fazem?

"Ò Manel, desaparece-me com a gaja que já nem a posso ver a gesticular... é só desgraças..." (mas em gestos)

E quando querem gritar para chamar a atenção de outro surdo, como é que fazem?
Se calhar, vão gesticulando com cada vez mais força até o outro sentir o vento nas orelhas. Será?

Queima de neurónios

Estamos outra vez na queima das fitas. Haverá festa que junte mais imbecis que a queima das fitas?

A queima das fitas mais podia ser a "queima dos neurónios", tal é a quantidade de alcool que se consome nestas festas.

Aparentemente, os estudantes estão tão espertos, mas tão espertos, que acham que se podem dar ao luxo de queimar uns valentes milhares de neurónios nestas festas.

Depois queixam-se de que há insucesso.

Nomes de marcas ridículas....

Eu acho que se o Guccio Gucci precisasse de dinheiro para arrancar com um negócio de malas e cintos, estava bem entalado.

"Gucci"! Que raio de nome é este?

Gucci é nome de peixe tropical.

"Tens um aquário, que giro! Que peixes tens?"
"Guccis!"

sexta-feira, maio 13, 2005

Sinais de trânsito...

É incrível a quantidade de tempo que se perdem nos semáforos em Lisboa.

Eu odeio semáforos, é verdade, mas é que é um exagero tal o tempo que demoram a abrir.

No outro dia, estava parado num sinal, ao lado de um casal de velhotes. Demorou tanto tempo a abrir o sinal que quando avancei, tinham morrido.

A insustentável insuportabilidade de ser solteiro

Eu sinto que sou o homem mais afortunado do mundo, tenho uma mulher fantástica, que adoro e que tem uma capacidade incrível de me aturar. Tudo está bem no meu mundo.

Por isso tenho alguma dificuldade em perceber porque é que alguém quereria ser solteiro. Para quê? Além de podermos usar a roupa interior dois dias seguidos (quem nunca virou as cuecas ao contrário no dia seguinte, que atire a primeira pedra), que outra vantagem existe?

Alguns homens, depois de passarem determinada idade, criam uma aversão incrível ao casamento, o que no meu entender ainda faz menos sentido.

Isto, incrivelmente, cria uma situação insuportável para os membros do sexo oposto. Esta situção é exactamente a inversa das mulheres. Deixam-se andar uns anos em que estão melhor sós do que mal acompanhadas e depois é a obsessão "Casar! Casar! Casar! Casar! Casar! Casar!".

Isto faz sentido? Musas lindas e cheirosas a perseguirem trogloditas com cuecas de há dois dias atrás? Se eu fosse mulher dava em lésbica, de certeza! Quanto mais não seja por uma questão de higiene.

Os médicos

Os médicos vão descobrindo novas doenças e por isso têm mais opções de diagnóstico. Há 100 anos atrás, tudo se resumia a duas grandes categorias:
- Ferimentos (perfeitamente óbvios pelas contusões ou feridas)
- Gripes.

Quando mais a medicina avança, mais oportunidade os médicos têm de apresentar novos e mais confusos diagnósticos. É que são tantas as doenças, que não há médico que acompanhe.

Daqui a nada há tantas doenças e possibilidades de diagnóstico, que os médicos vão implementar uma espécie de roleta russa da doença.

"Olhe, tenho muita pena, mas saiu-lhe uma infecção urinária. Teve azar, por pouco não lhe saía a unha encravada..."

A produtividade da polícia

Hoje vi a coisa mais incrível. estavam três polícias a escrever multas para um único camião. Isto é que é produtividade!

Duas motas e uma viatura policial para escrever multas em modo de multi-processamento. Devia haver tanta multa para passar que um só policial não era suficiente.

Pus-me a pensar porque seriam necessários três polícias para apenas um camião. Depois, caiu-me a moeda, devem estar a trabalhar em grupo.

Um aprendeu a fazer contas, outro aprendeu a ler, o último aprendeu a assinar o nome... a semana passada.

A GNR não fica atrás. A GNR abriu um inquérito sobre as corridas de Tunning na Vasco da Gama porque ontem um corredor de tunning matou um condutor incauto e feriu outras duas pessoas. A GNR, dada esta situação, decidiu abrir um inquérito.

Ainda bem que temos uma força de segurança expedita e que anda atenta. Em declarações aos jornalistas o responsável pelo inquérito disse que já tinha sabido a semana passada que havia corridas na ponte, mas que até hoje ainda não tinham percebido onde é que a ponte ficava exactamente, mas já tinham visto na SIC que havia lá corridas, que não andavam a dormir.

quinta-feira, maio 12, 2005

Sensibilidade masculina

Muito se queixam as mulheres de não conseguirem distinguir todos os modelos da BMW: "Já vão em 700 e tal, como é consegues saber os modelos todos?"

É mais um dos pequenos mistérios do mundo masculino. Demasiado profundo e denso para a delicada sensibilidade feminina.

As mulheres acusam-nos constantemente de sermos uns brutos insensíveis.

Mas isso não é verdade! É uma afronta que não nos consigam entender. Os homens, quando pensam na mulher que amam apetece-lhes: chorar, escrever poesia, saltar-lhe às cuecas...

Outra coisa que desafia as frágeis donzelas é a capacidade de não pensar. É verdade, os homens partilham, com os minerais, essa capacidade incrível de não pensar em nada.

"Em que estás a pensar?"
"Em nada."

"Em nada", neste caso, poderia ser substituído por: "estava em modo screensaver, e tu acabaste de me abanar o rato, estava à espera que o monitor acendesse".

É uma impossibilidade física que o cérebro da mulher esteja inactivo. Deve ser por essa razão que as mulheres são muito mais inteligentes que os homens. Afinal, as mulheres são inteligentes o suficiente para saberem lavar a roupa, o chão, a casa, arrumar e passar a ferro, muito melhor do que os homens.

Os homens existem basicamente para três coisas: manutenção automóvel, pequena bricolage, ou para fornecerem uma alternativa ecológica ao vibrador.

Se ao ver o seu homem baixar-se, conseguir ver a racha do traseiro então parabéns! Ele também pode executar pequenos trabalhos de canalização, contudo, não o deixe sentar-se em cima do comando. Pode dar com ele
horas depois, a coçar-se, com aquela cara de quem descobriu alguma coisa nova num sítio familiar.

Toques de telefone...

Alguns de nós lembram-se dos tempo dourados das telecomunicações móveis, em que cada telefone tinha a enorme quantidade de seis ou sete toques por onde escolher, sendo que todos eram muito maus. Ah!.... Paraíso...

Agora as possibilidades de incomodarem vizinhos, colegas de trabalho e demais transeuntes é praticamente ilimitada, dada a quantidade absurda de toques que existem.

Mas é curioso que algumas coisas continuam enraizadas. No princípio, toda a gente tinha toques "normais", ou seja, toques repetitivos e que não tinha melodia praticamente nenhuma. Só quem tinha toques "musicais" eram os pirosos.

Depois apareceram algumas melodias com um som melhor e a coisa foi alastrando. Finalmente apareceram os toques polifónicos, que além da melodia também permitem harmonias de vários instrumentos. Mas o desenvolvimento terá sido demasiado rápido para que os costumes os acompanhem.

Isto originou um novo fenómeno no universo da telefonia móvel: o indivíduo que tem vergonha do seu próprio toque.

Estes indivíduos são precisamente os que acusavam de pirosice os que tinham os toques melódicos com grandes exitos musicais como o, "The eye of the tiger", "Malhão malhão" ou "Os Lusíadas - o musical" em todo o esplendor de sete notas (nem sustenidos tinha, só davam músicas na escala de Dó Maior).

Agora, estão num dilema. Por um lado, querem mostrar a toda a gente como o modelo de telefone de última geração 4G1/2 tem mais sons que o último modelo de sintetizador; por outro não querem que os apanhem com uma música no telemóvel. Julgam que ainda há pessoas que se lembram que eles há tempos (tipo o mês passado) ainda gozavam com pessoas que tinham músicas no telefone.

Uma situação recorrente é vê-los em sítios públicos a fingirem que o telefone que está a tocar o "Hino do Sporting" não é o deles, mesmo quando está o cinema inteiro a olhar na sua direcção.

Ou então é vê-lo a correr desenfreadamente pelo escritório, a atirarem-se em vôo para o telefone para o silenciar, precisamente no terceiro acorde do "Deixa-me cheirar o teu bacalhau" do Quim Barreiro. Música que puseram "por graça", claro está! ...

Os gatos

Eu tenho quatro gatos em casa e obviamente gosto muito deles. Mas viver com quatro gatos tem os seus perigos.

Isto porque os gatos são os únicos animais domésticos que sabem que são capazes de nos matar.

"Estás-te a rir com cara de parvo para mim, mas sabes que eu te cortava a jugular com esta unha do dedo mindinho... zit ... não ia doer nada... dez segundos e já estava!"

É como morar com marginais perigosos em casa. Temos sempre de andar em bicos de pés com eles, não vão eles decidir acabar connosco. Em termos de comportamento são tal e qual a máfia: nunca esquecem e nunca perdoam.

Temos de os tratar bem, mas não de uma forma condescendente, que eles não são retardados como os cães. Temos de falar de igual para igual, mas com respeito, senão põem-se com cara podre a olhar para nós com os olhos semi-cerrados:

"Amigo ... eu mato-te, ok?"

Estão completamente convencidos que o propósito da nossa existência é servi-los. Não compreendem quando não fazemos imediatamente o que eles querem. É uma dimensão de desobediência que os transcende. Ficam a pensar que se calhar fomos fazer qualquer coisa dessas que a criadagem faz, mas que depois vamos já a correr mudar a areia do caixote.

A maior prova de que são criminosos é que nunca se deixam apanhar. No entanto caem imensas vezes dos prédios. Isto não é coincidência:

"Nunca me apanharás vivo!! Miaauuuuuuuu...."

Comunicação com a buzina...

Vejo imensos condutores a tentarem comunicar com outros recorrendo à buzina. Fico sempre a achar que deve ser uma espécie de piada cósmica.

As pessoas ficam a achar o quê? Que há um dialecto "buzínico", que os outros condutores percebem que o prolongado buzinar é sinal de :"que está a reclamar porque depois de ter apanhado com duas horas de fila e depois daquele lerdo no sinal, só me faltava apanhar com mais este cab#$% sempre a mudar de faixa e quase que me batia na p%%#$ do carro ."?

Belfast cold nights

Estou em Belfast a trabalho. E uma forma menos digna e divertida de viajar, mas que nao me impede de manter um espirito observador sobre o comportamento da especie humana.

Pude verificar que tambem aqui as noites de sexta e sabado sao vividas como se as pessoas fossem transportades para uma dimensao paralela. Um sitio onde as regras do bom-senso adquiridas durante a infancia, juventude e idade adulta deixam de fazer sentido, tornando-se mesmo ridiculas.

Um exemplo claro desta situacao e o facto de os habitantes da cidade sairem para os locais de entretenimento nocturno munidos apenas de umas calcas de ganga e uma t-shirt. Em Lisboa isto seria normal, uma vez que ja estamos na primavera. Mas em Belfast, milhares de quilometros a norte, com um frio de rachar, isto parece-me um disparate.

"Entao Barry, ja de t-shirt?"
"Claro, estao quase 5 graus..."

quarta-feira, maio 11, 2005

Água com sabor

Actualmente existem tantas marcas de água, que para se diferenciarem decidiram avançar com um conceito fantástico que é o da água com sabores. Há imensos sabores, dos mais lógicos como o limão ou lima, para os mais ilógicos, como figo, maracujá ou cianeto.

Mas todo este conceito deixa-me com os nervos à flor da pele.

Vamos a ver se a gente se entende: a água não tem sabor. Por definição, se tem sabor, não é água.

Eu acho que isto faz parte de um plano diabólico para deixarmos de beber água. Isto porque a água é a única bebida que podemos beber da torneira, lá em casa. A alternativa seria instalar uma das mangueirinhas que têm nas discotecas, mas e depois? A conta da "Coca-Cola"?

Daqui a uns anos, como é que vamos explicar aos nosso filhos?

"Repara filho, a água não tem sabor. A água que tu bebes, de figo, não é verdadeiramente água, porque a água não tem sabor nem cheiro."
"Mas então a água, não é água? E água não tem sabor? E a de pêssego?"
"Essa também não é água."
"E a que é que sabia a água?"
"A nada."
"Mas então porque é que a bebiam??"

terça-feira, maio 10, 2005

Micosis

Um Português foi apanhado hoje na ilha de Micosis e foi acusado de tráfico de droga.

A polícia de Micosis diz que o mais complicado na captura foi terem de usar as mãos.

segunda-feira, maio 09, 2005

Ratos Vs. Cães

Agora parece que vamos substituir os ratos do PC por cães de PC.

Agora temos um pastor alemão que é um Rato Zinger.

domingo, maio 08, 2005

Carneirismo

Haverá característica mais portuguesa do que o carneirismo? Até temos provérbios para atestar isso, como aquele que diz que quando vai um português, vão logo dois ou três.

Este provérbio devia ser actualizado. Este provérbio devia dizer :" Para onde vai um português, vão logo dois ou três... mil."

Fui obrigado a ir ao algarve este fim de semana. Obrigado porque ninguém vai a casamentos de livre vontade.

Na volta do fim de semana, estavam milhares de micro-veraneantes de volta a Lisboa, entupindo por completo todas as vias de acesso à nossa capital.

Para quem não sabe, micro-veraneantes são pessoas que condensam as férias de verão todas num único fim de semana alucinante de cinco minutos de praia, sete minutos de discotecas e 36 horas de filas intermináveis.

Ora esses micro-veraneantes não são mais do que uma patética caricatura do espírito de carneirada que parece que tem assolado o nosso país desde há uns anos para cá.

É tão grave este problema quanto a impossibilidade de evitar as suas consequências. Se uma pessoa é portuguesa, tem duas hipóteses:

a) tem uma ideia inovadora todos os fins de semana para passar os seus momentos de lazer, tal como a biblioteca, galerias de arte ou ao museu dos coches;

b) ir para onde a sua condição de Português manda, encontrando milhares de portugueses, com cara de quem se está a divertir imenso, com expressões perfeitamente neutras e embrutecidas, enfiados em carros sem ar condicionado, com uma média de 8,73 putos no banco de trás do carro e com o equivalente feminino do Quasimodo ao lado.

Ah... paraíso!!!

Conversas de elevadores

Há alguém que não odeie elevadores? O elevador perfeito devia ter lotação para uma pessoa. Só!

Só encontramos dois tipos de pessoas no elevador. Aquela com que temos de conversar e as que podemos ignorar em silêncio.

Se conhecemos a pessoa, temos de manter uma conversa animada e esforçar-nos mesmo por parecer interessados. Normalmente anda à volta de duas coisas: o tempo, ou o trabalho.

Ainda por cima, não podemos falar directamente sobre as coisas, porque estão connosco perfeitos estranhos, não é? Tem de ser por código, o essencial é que ninguém perceba a conversa:
- "Então aquela cena ontem, resolveu-se?"
- "Eh pá, sim ... resolveu-se."
- " Isso é bom... E como foi?"
- "Olha, resolveu-se da maneira que já se estava à espera, não é? Como de costume."
- "Pois... claro. Que outra hipótese havia? Mas o "senhor" devia saber que não levava a dele avante?"
- "O senhor? Ah! O "Senhor", claro, claro... sabes que há sempre quem tenha a mania que resolve as coisas da "outra" maneira."

Se não os conhecemos, não podemos falar de nada! Só podemos suster a respiração e olhar para os números. Mas o que é que esperamos ver nos números? O totoloto?

quarta-feira, maio 04, 2005

A polícia é nossa amiga

Ouvia no outro dia o Presidente Sampaio a dizer a um grupo de crianças que a polícia "era nossa amiga, que não eram inimigos. Que nos protegem, que nos aconselham e acompanham."

Deixem-me dizer-vos que não é essa a imagem que eu tenho da polícia.

O polícia é um estudante médio que acabou o 12º à rasca e que ganha 500 Euros por mês, ok? Eles passam os dias com uma actividade na mente apenas: sobreviver.

Para a polícia, o céu é o ponto geográfico terrestre mais distante da Amadora.

O Cais

Toda a gente já viu os tipos da revista Cais a vender as revistas nos sinais de Lisboa.

Mas o que é o "Cais", é uma associação? E que espera o "Cais" com a venda das revistas? Voltar à margem do Tejo, onde pretende fixar residência?