Foi há um ano atrás que comecei o Rastaparta.
Parece que foi ontem que lutava com ecrã vazio, a tentar escolher um nome que fosse simultaneamente curto e que levantasse uma pontinha do que tentaria fazer.
Lembro-me também de ter prometido que só o divulgaria quando sentisse que não iria fazer perder tempo às pessoas, quando estivesse convencido que o conteúdo era verdadeiramente engraçado.
Viva a ignorância, porque se soubesse o que sei hoje, ainda não o teria divulgado.
Acredito que toda a aprendizagem é um movimento circular, vamos recolhendo conhecimento até que chegamos ao mesmo sítio de onde partimos. Estamos no mesmo sítio, mas já nada é como dantes. Julgamos que o mundo mudou, quando na realidade fomos nós que mudámos e o mundo já não é, para nós, a mesma coisa.
Isto aplica-se directamente ao Rastaparta e à minha aprendizagem sobre comédia. Percorri um longo caminho, estou hoje no mesmo sítio onde comecei, mas já nada me parece o mesmo.
Muitas piadas depois, consegui uma coisa que achei que era tão impossível como desejada: pus alguém a rir. Pelo menos uma pessoa foi tocada pelo que escrevi, pelo menos uma gargalhada foi tentada, um sorriso foi esboçado.
A marca não é grande, mas para mim, está lá. Para sempre selada no tempo do que já foi.
Para o futuro, não desejo mais que continuar a aprender. No dia em que achar que não sou melhor do que era ontem, paro. Por isso, o Rastaparta continua.
De certo modo, o Rastaparta já não é meu, já é mais do que o conjunto das suas piadas, é nosso. De todos os que já leram e de todos os que ainda o lerão.
Obrigado a todos os participantes deste blog, obrigado por terem aturado piadas mais fraquinhas ou menos boas. Obrigado até por dizerem mal.
Quero dedicar um especial agradecimento ao Gafas. Muita gente não sabe, mas o resultado final das piadas que vemos aqui tem muitas vezes dedo dele. É quem me aponta as falhas e quem, assim, me ensina.
Muito obrigado,
Mr. Cross