No meu tempo...
Estou a dar-me conta de um pormenor preocupante. Estou a utilizar a expressão "no meu tempo" com cada vez mais frequência.
Como todos sabemos, isso é o primeiro sinal oficial de velhice, porque ficar mais gordo, perder o cabelo e a visão não quer dizer nada.
As tremuras nas mãos, por exemplo, são um importante indicador do processo de envelhecimento. Isto é facilmente verificado pelo facto de o apêndice sexual que vê mais acção serem cada vez mais: os dedos.
O pior disto tudo são as fotografias. Rastaparta mais as máquinas digitais,mostram a mais completa decadência em toda a sua glória de 4 mega pixels. Felizmente, consegui passar a minha adolescência escondido das máquinas fotográficas. Agora posso mentir à vontade e dizer "Havias de ver quando eu era novo... era mesmo giro!"
Esta fixação toda com a juventude e magreza, toda a gente tem de ser magra e nova, que diabo.
Aborrece-me imenso que as pessoas sejam tão fúteis e mesquinhas, especialmente porque não sou magro nem novo.
É que não consigo evitar, as pessoas à minha volta estão cada vez mais novas. Eu estou na mesma, claro, o resto do mundo é que está a recuar no tempo e a ficar mais novo.
Não tarda, estou a combinar jantares com óvulos e esperma:
"O peixe do dia para mim, e para as minhas amigas células, açucar com uma pitada de enzimas, ok?"
Começamos a perceber que que colestrol não é um extra opcional da manteiga e que "dia Betjes" não é o dia da semana em que nos encontramos com a brasileira.
E as dores nas costas em circunstâncias inexplicáveis? Um pessoa senta-se a trabalhar, tudo bem, quando se levanta para ir beber um café, está marreco, arrasta a perna e tem percas de urina... quando é que foi o acidente que me lesionou a coluna?
Mas o pior é mesmo as percas de memória e mudanças de assunto. Por exemplo, estou a a meio de uma frase...
...e quem é que se lembra da Samantha Fox? E o difícil que é explicar, que ela só era famosa porque tinha um par de gládulas mamárias que rivalizavam com a melhor e mais produtiva vaca leiteira? Agora, na época do silicone, não parece grande feito.
Mas no meu tempo era!
Como todos sabemos, isso é o primeiro sinal oficial de velhice, porque ficar mais gordo, perder o cabelo e a visão não quer dizer nada.
As tremuras nas mãos, por exemplo, são um importante indicador do processo de envelhecimento. Isto é facilmente verificado pelo facto de o apêndice sexual que vê mais acção serem cada vez mais: os dedos.
O pior disto tudo são as fotografias. Rastaparta mais as máquinas digitais,mostram a mais completa decadência em toda a sua glória de 4 mega pixels. Felizmente, consegui passar a minha adolescência escondido das máquinas fotográficas. Agora posso mentir à vontade e dizer "Havias de ver quando eu era novo... era mesmo giro!"
Esta fixação toda com a juventude e magreza, toda a gente tem de ser magra e nova, que diabo.
Aborrece-me imenso que as pessoas sejam tão fúteis e mesquinhas, especialmente porque não sou magro nem novo.
É que não consigo evitar, as pessoas à minha volta estão cada vez mais novas. Eu estou na mesma, claro, o resto do mundo é que está a recuar no tempo e a ficar mais novo.
Não tarda, estou a combinar jantares com óvulos e esperma:
"O peixe do dia para mim, e para as minhas amigas células, açucar com uma pitada de enzimas, ok?"
Começamos a perceber que que colestrol não é um extra opcional da manteiga e que "dia Betjes" não é o dia da semana em que nos encontramos com a brasileira.
E as dores nas costas em circunstâncias inexplicáveis? Um pessoa senta-se a trabalhar, tudo bem, quando se levanta para ir beber um café, está marreco, arrasta a perna e tem percas de urina... quando é que foi o acidente que me lesionou a coluna?
Mas o pior é mesmo as percas de memória e mudanças de assunto. Por exemplo, estou a a meio de uma frase...
...e quem é que se lembra da Samantha Fox? E o difícil que é explicar, que ela só era famosa porque tinha um par de gládulas mamárias que rivalizavam com a melhor e mais produtiva vaca leiteira? Agora, na época do silicone, não parece grande feito.
Mas no meu tempo era!

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